31/08/15

Entrevista

 Bom dia, hoje podem ler a entrevista que eu dei no blog Agridoce da Gi, espero que passem lá e deixem a vossa opinião.
Já saiu o resultado do Giveaway, mais uma vez parabéns à vencedora.
 Um ótimo dia a todas.

Giveaway - Vencedor

Olá meus amores e aqui estou eu para anunciar o vencedor/a do livro da Chiado Editora "Um amor e um Trapézio" da autora Margarida Menezes.

Participações:
1 – Filipa Mota
2- Luna Augustus
3- Catarina
4- Kiara
5-Olívia.M
6- Anira ♥
7- Ana Paula Sousa
8- Teresa Silva
9-Ana Rita
10- Beatriz Fic
11- Diana Spencer
12- Maria Francisca
13- Sapatinhos Cintilantes
14-Margarida
15-Rafaela Morais
16- Andreia Morais
17- TheNotSoGirlyGirl

                                                  E o vencedor é … Olívia.M

 Peço ao vencedor que responda ao meu email e envie os dados que pedi, tem apenas dois dias para me responder se não o fizer faço novo sorteio.
Muito obrigada a quem participou, um ótimo dia a todas.



30/08/15

Música ...

Todos os dias tenho de ouvir música, sem dúvida que ela faz parte do meu dia-a-dia. 
E vocês costumam ouvir música todos os dias?
Que estilo ouvem?


Giveaway no blog, participem. ( Último dia em que podem participar, Segunda-feira dia 31 de Agosto digo quem é o Vencedor).

29/08/15

“ O amor é assim … “ – Capítulo 6”

No último capítulo:
 Sorri, calcei-me e desci as escadas, entrei na sala e respirei fundo, ia ser agora que ia dizer-lhe tudo o que penso e ou ele me entende e muda ou acaba tudo.
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- Olá, que vieste aqui fazer?

- Precisamos de falar, amor. – Olhou-me com uma cara bastante séria.

- Sim tens toda a razão. – Afirmei.

Sentei-me junto a ele no sofá e olhei-o.

- Podes começar …

- Eu errei quando naquele dia fiz aquela cena aqui em tua casa.

- Já é algo de positivo saber que erras-te, mas sempre que o fazes, pedes desculpa e não pode ser sempre assim.

- Que mais posso eu fazer, sem ser pedir, desculpas? -Berrou

- Primeiro que tudo baixas o tom de voz pois não estás em tua casa, nem com os teus amigos, sou tua namorada, acho eu que mereço respeito.
E quanto ao que perguntas-te, podes simplesmente mudar e voltar a ser o Afonso que eu conheci à 2 anos atrás e não nesse mostro que te estás a tornar.

 Estava a ficar fora de mim, o sentimento que tinha no início por ele, aos poucos está a desaparecer.
Não posso permitir mais que alguém mande em mim, eu tenho direito a fazer o que quero e não andar às ordens de ninguém e ele tem de simplesmente entender isso.

- Eu gosto de ser assim. – Afirmou, sorrindo.

- Gostas de ser assim? Mas eu não gosto de ti assim.

- Já não me amas?

- Não disse isso, eu amo-te, mas tu com essas atitudes só fazes que a cada dia goste menos um pouco.
Só sabes prender-me, sou tua namorada sim, mas tenho direito a fazer o que gosto.

- Desculpa, desculpa, não me deixes, eu vou começar a ser um pouco mais compreensivo.
Prometo-te que a partir de agora nunca mais digo o que podes ou não fazer.

- Afonso presta atenção ao que te vou dizer, pois é a última vez que te aviso.

Olhou-me com bastante atenção, respirei fundo, e olhei-o.

- É a última oportunidade que te dou, nunca mais quero cenas como a do outro dia aqui em casa, eu voltei a fazer surf e não és tu que vais dizer que não posso.

- E eu vou apoiar-te em tudo meu amor.

- Espero que tenhas noção do que disseste, porque se voltas a tentar mandar em mim, acaba tudo.

 Sorriu, aproximou-se de mim e beijou-me, deixei-me levar por aquele leve beijo, senti-me amada e sim eu gosto dele e sei que com vontade ele volta a ser aquele rapaz por quem me apaixonei.
Separei as nossas bocas e abracei-o.

- Obrigada princesa por me dares esta oportunidade.

- Não a desperdices.

 Coloquei as minhas mãos na sua face e encostei a minha testa à dele, sorri e beijei-o, tinha saudades de estar assim com ele, o beijo prolongou-se e ele meteu as suas mãos dentro da minha camisola, parei-o.

- Aqui não, Afonso.

- Tens razão, o teu pai pode aparecer, mas tenho saudades tuas, amanhã podíamos passar a manhã juntos em minha casa. - Sorriu

- Gostava muito mas não posso.

- Não podes?

- Vou surfar. – Afirmei.

- Podias ir surfar noutro dia.

- Não dá, combinei com um amigo meu.

- Com quem? – Berrou.

- Afonso não vais começar, com um amigo meu e chega.

- Ok, mas depois de ires surfar podes vir ter comigo.

- Depende da hora que me despachar, eu ligo-te depois.

- Hum e a que praia vais? – Sorriu.

- Há mesma de sempre, eu não troco aquela praia por nada, sinto-me tão bem lá. – Afirmei, sorrindo.

- És sempre a mesma, sabes que às vezes faz-nos bem mudar.

  Fiquei pensativa e em certa parte ele tem razão, não devemos ser sempre iguais por vezes faz-nos bem realmente mudar, mas sinceramente eu sinto-me bem assim.

- Eu gosto de ser como sou.

 Despedi-me dele, estava cansada e precisava mesmo de me esticar na minha cama e repor as energias que estavam em falta, levei-o até à porta com a promessa que amanhã mal despachasse lhe ligava.
Ele sorriu e beijou-me, abracei-o e lembrei-o mais uma vez que esta era a sua última oportunidade, fechei a porta e subi as escadas para o meu quarto.
  Deitei-me na cama e fechei os olhos, só espero que agora possa realmente descansar.

- Margarida?

- Sim?

- Estavas a descansar filha, desculpa.

- Não faz mal pode dizer mãe. – Sorri.

- Que achas de convidarmos os pais do Rodrigo para almoçarem cá no Domingo, já há muito tempo que não estamos juntos.

- Já vi que andou a falar com o pai, vocês é que sabem, mas lembro-a que eu tenho namorado por isso não preciso que ande a organizar jantares a ver se eu deixo o Afonso.

- Margarida, nada disso, um jantar de amigos.

 Olhei para a minha mãe e vi que ela estava a ser realmente sincera, sorri e disse-lhe que podia combinar o tal jantar, afinal que mal tem um jantar entre amigos?

- Fico muito feliz por teres voltado a surfar, a minha menina está a voltar ao que era.

- Eu estou feliz mãe e agora vai ser tudo como antes.

 Abraçei a minha mãe, eu já tinha saudades de sentir paz, é tão bom quando fazemos o que gostamos.

 - Que achas de logo à noite irmos visitar os avós?

- Uma ótima ideia. – Sorri.

  Deixou-me descansar mais um pouco e passado umas horas acordei com as energias renovadas, sorri, só quero que a vida agora me reserve coisas boas.
Levantei-me e escolhi uma roupa apropriada para ir ver os meus avós, tenho de começar a ir lá mais vezes, moram perto de mim e sei que devia dar-lhes mais atenção pois um dia vou sentir a falta deles.
 Desci as escadas e ajudei a minha mãe a preparar o jantar, quando já estava tudo pronto, jantamos os três e fomos ver os meus avós.

28/08/15

Aviso ...

      Não sei como mas as imagens desapareceram todas do blog, por isso eu estou a coloca-las.

2 anos ...

                             
 E hoje faço 2 anos de carta, conduzir é das coisas que mais gosto de fazer, quando conduzo esqueço os problemas, sou só eu e o carro.


Giveaway no blog, participem.

27/08/15

“ O amor é assim … “ – Capítulo 5”

No último capítulo:
 Olhei para a minha prancha que estava encostada à parede e sorri, há tanto tempo que não vou apanhar umas ondas, desde que comecei a namorar com o Afonso deixei completamente de fazer aquilo de que gosto, surfar.
Vesti o bikini, calções e uma t-shirt e rumei para a praia, quando lá cheguei, vesti o meu fato, aqueci um pouco e olhei o mar, sorri e corri para ele, que saudades que eu tinha de surfar.
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 Mal entrei dentro de água senti-me feliz, já tinha saudades de estar assim, apenas eu e a minha prancha, desde pequena que o mar me acalma, faz-me sentir outra pessoa, diferente daquela que deixava o Afonso mandar nela, foi por ele que encostei a prancha e que nunca mais peguei nela, mas a partir de agora vou voltar a surfar e empenhar-me na escola.
Não sei quanto tempo estive dentro de água, só sei que quando saí só me apetecia gritar e dizer “ estou feliz” mas sei que quando reencontra-lo essa felicidade vai desaparecer, deve estar tão furioso comigo.
 Guardei a prancha no saco e olhei o mar, é a minha segunda casa, é aqui que sou feliz quando o mundo parece que vai cair à minha volta, não sei como fui capaz de abandona-lo, tudo por culpa de uma só pessoa, o meu namorado, posso ama-lo, mas quando se ama não se tem que fazer tudo que a outra pessoa quer, eu tenho gostos, tenho amigos e coisas que adoro fazer e posso e devo continuar a fazer o que quero e não o que ele quer.
 Sequei-me e vesti a minha roupa, peguei nas minhas coisas com a intenção de ir embora, mas quando me viro …

- Ena miúda, há muito tempo não te via aqui – sorriu delicadamente para mim.

- Rodrigo? Tu por aqui? – Retribuí-lhe o sorriso.

- Eu é que pergunto isso, há meses que não te via, senti saudades tuas.

- Exagerado, apenas me afastei um pouco do surf, deixei de aqui vir, mas nunca mais faço isso, senti uma paz hoje quando entrei no mar.

- Um surfista nunca abandona a sua casa, já devias saber isso ó miúda – riu-se.

-É tens razão, tenho saudades sabes de quê?

- Diz-me lá.

- De surfar contigo, mas hoje já não dá, tenho de ir para casa e tentar resolver um problema. – encolhi os ombros.

- Isso também eu tenho e muitas, tu és a craque das ondas, não sei como conseguiste te afastar, mas podemos combinar um dia e surfamos os dois que achas?

- É complicado.

- Então andas assim tão atarefada agora, o que mudou?

 Encolhi de novo os ombros e uma lágrima correu pela minha face abaixo, eu mudei tanto desde que comecei a namorar com o Afonso, afastei-me do surf, dos meus amigos, basicamente de tudo.

- Eu mudei …

- Mudaste? Ninguém muda assim tanto, senta-te aqui. – apontou para a areia, sorrindo.

 Sentei-me e olhei para ele, o Rodrigo sempre foi um grande amigo para mim, conheço-o há mais de 10 anos, ele é filho de uns grandes amigos dos meus pais, sempre surfamos juntos, andamos na escola e em tempos eu era completamente apaixonada por ele, só que depois conheci o Afonso e esqueci-o, deixei de falar para ele, não foi bem deixar, foi mais afastar-me de tudo.

- Cometi o pior erro da minha vida e só hoje é que me apercebi disso, mudei por causa de uma pessoa, o meu namorado, ele dizia que eu não podia, que se sou namorada dele tenho de fazer o que ele quer e eu feita parva sempre lhe obedeci, nem com os meus pais a avisar-me eu abri os olhos. - começaram a cair-me lágrimas pela face abaixo …

- Oh pequenina não chores, vai passar, tu não tens de mudar por ninguém, esse canalha não te ama, isso não é amor.

- Eu gosto dele e muito e sei que ele me ama, à maneira dele, mas ninguém entende isto.

- Tens de o fazer ver que tens direito a fazer as coisas de que gostas, tu és muito nova para te prender assim a alguém e a partir de agora tens-me a mim do teu lado, estou aqui para tudo e amanhã quero-te aqui às 9h para apanhar-mos umas ondas em honra dos velhos tempos. – Abriu os braços e sorriu.

 Eu limpei as minhas lágrimas, sorri e atirei-me para os braços dele, abraçou-me e senti-me tão bem naquele abraço, que saudades que tinha de conversar com ele, o Rodrigo sempre foi importante para mim, afastei-me dele.

- Obrigada por este bocadinho, mas tenho mesmo de ir – Sorri.

- Fica combinado para amanhã? Riu-se e sorriu ao mesmo tempo que me puxou para mais um abraço.

- Sim fica combinadíssimo. – Sussurrei-lhe ao ouvido.

 Sorri, afastei-me um pouco, beijei-lhe a face, peguei nas minhas coisas e corri tinha de chegar primeiro que o meu pai a casa, ele detesta atrasos para as refeições e ainda tinha de tomar banho, senti-me estranha quando ele me abraçou mas senti-me bem.

- Pai?

- Estava a ver aonde te tinhas enfiado Margarida, já te ia ligar. – Fez uma cara de surpreendido.

- Tu foste surfar, estou admirado, essa prancha já devia ter pó.

- Sim fui e senti-me tão bem e encontrei um amigo por isso é que demorei mais, desculpe pai. – Sorri.

- Só desculpo se disseres ao pai quem foi esse amigo que te pôs esse lindo sorriso na cara.

- Hum foi o Rodrigo, estivemos a falar e combinamos ir amanhã surfar.

- E fazem tão bem, lembro-me de vocês pequenitos e a tentar meterem-se em pé na prancha, ele ficava furioso porque tu conseguias sempre primeiro, sempre foste uma bela sereia.

- Bons tempos pai, aqui a sereia vai ao duche e já desço para ajudar a metermos a mesa.

 Subi as escadas, arrumei a prancha e escolhi uma roupa prática, ia ficar por casa de tarde por isso não estava para perder mais tempo.
Tomei duche, vesti-me e desci rapidamente as escadas, entrei na cozinha e o meu pai já tinha tudo pronto para almoçarmos.

- Podia ter esperado eu ajudava-o.

- Não custou nada, hoje somos só os dois a mãe está cheia de trabalho.

 Dei um fraco sozinho, nos últimos tempos são raras as vezes que a minha mãe faz as refeições com a gente, a desculpa é sempre a mesma, o trabalho.

- Que carinha foi essa? Já sabes que o trabalho da mãe implica por vezes abdicar da família.

- Eu sei e não a crítico, mas sinto a falta dela as vezes, mas é uma excelente Médica e eu um dia vou ser como ela.

Almoçamos e quando terminei, olhei para o meu pai.

- É verdade, já encomendei os livros, fiquei no 12º A na mesma turma que a Beatriz.

- Só coisas boas e o horário já sabes?

- Sei, três tardes livres e só dois dias é que tenho aulas o dia inteiro.

- Sortuda.

 Ri-me, sou realmente uma sortuda, nunca pensei que ia ter tanto tempo livre, e apesar de o ter vou aproveitar para estudar ao máximo e fazer as coisas de que gosto.

- O Afonso já disse alguma coisa?

- Não e não vou andar atrás dele, quem errou foi ele.

- Tens toda a razão.

  Encolhi os ombros e sorri para o meu pai, por muito que o ame ele tem de entender que eu tenho todo o direito de lutar pelo que quero e fazer o que gosto e ele não manda em mim.
Ajudei o meu pai a arrumar a cozinha, ia-mos falando e com isso ele fez com que esquece-se um pouco o “ Afonso “ fartei-me de rir, gosto de estar assim com o meu pai.
 Quando terminamos subi para o quarto e deitei-me na minha cama, fechei os olhos, estava realmente muito cansada, tinha sido uma manhã muito agitada para a  minha pessoa.

- Margarida?

Abri os olhos e mandei o meu pai entrar.

- Tens uma visita.

- Quem?

- O Afonso, está na sala à tua espera, se não o quiseres ver eu mando-o embora.

 Sorri para o meu pai, levantei-me e abracei-o, eu mais tarde ou mais cedo tinha de falar com ele e se ele veio até cá só mostra com isso que sabe que errou e que talvez esteja arrependido.

- Eu falo com ele, eu já sabia que este momento ia chegar, eu amo-o, mas gosto ainda mais de mim por isso esteja descansado.

- Eu confio em ti, minha flor.

- Há tanto tempo que o pai não me chamava isso. –  Abraçei-o.

  Sorri, calcei-me e desci as escadas, entrei na sala e respirei fundo, ia ser agora que ia dizer-lhe tudo o que penso e ou ele me entende e muda ou acaba tudo.

26/08/15

Não basta ...

 Bom dia, nunca desistam dos vossos sonhos por mais difíceis que sejam vale sempre a pena lutar, que acham desta imagem?
Ontem publiquei na história “ O amor é assim…”– Capítulo 4” espero que leiam e que estejam a gostar do rumo da história.
  Desejo-vos um excelente dia, mil obrigadas a todas.



25/08/15

"O amor é assim ... " - Capítulo 4 "

No último capítulo:
 Sequei o cabelo e retomei os estudos, estava a começar a ficar cansada, olhei para o telemóvel e suspirei, nem uma mensagem dele, tão estranho, arrumei as coisas e deitei-me, amanhã será um novo dia.
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  O sol estava a bater-me nos olhos, sempre tive o vicio de dormir com a persiana aberta principalmente no Verão, gosto de ver os raios de sol logo pela manhã, abri os olhos e sorri, que lindo dia que vai estar.
Olhei para o telemóvel e já eram dez horas da manhã, hoje é dia de ir à escola ver os livros que vou precisar para o último ano do secundário e ver em que turma calhei, depois de sair de lá vou ao centro comercial comprar os cadernos e mais algumas coisas.
Levantei-me e em meia hora estava pronta, desci as escadas e entrei na cozinha.

- Bom dia família.

- Bom dia querida, hoje dormiste até mais tarde.

- Estava cansada, soube-me mesmo bem, vou só tomar o pequeno-almoço, vou à escola e depois às compras.

- Fazes muito bem, precisas de boleia?

- Se o pai me deixar à beira da escola, agradeço.

- Claro que dou, fica a caminho do meu trabalho e acho que está na altura de ires tirar a carta.

- Hum acho que é uma óptima ideia pai, ia-me dar imenso jeito.

- Temos de tratar disso então, no sábado estou de folga e podemos ir saber preços.

- Por mim fica combinadíssimo, tenho os melhores pais do mundo.

- Nós é que temos sorte na filha que temos.

- Obrigada mãe.

- Ai esta rapariga, vá lá come.

- Se já estiverem os livros na escola encomendo na mesma papelaria?

- Sim fazes isso e depois a mãe passa lá a pagar, para o material tens dinheiro?

- Sim eu levo o cartão.

  Acabei de tomar o pequeno-almoço e o meu pai deixou-me na escola, que saudades eu já tenho das aulas, mas daqui a um mês começa tudo de novo e eu vou empenhar-me ao máximo para entrar no curso que sempre sonhei.
Peguei no telemóvel e nada, estava a ficar preocupada, normalmente quando nós nos chateamos ele não para de me ligar e mandar mensagens e desta vez não.
  Entrei na escola e fui ver se as turmas já tinham saído e sorri, fiquei no 12º A, fiquei tão feliz, na mesma turma que a minha melhor amiga, vai ser tão bom, de seguida passei na papelaria e pedi a lista dos livros e o meu horário.
O horário não me posso queixar dele, tenho três tardes livres, e só dois dias é que tenho aulas o dia inteiro.
Caminhei lentamente até sair da escola, a papelaria em que costumo encomendar os livros não fica muito longe por isso optei por ir a pé.
Quando dei fé já estava a porta, entrei e uma simpática rapariga veio atender-me, nunca a tinha visto ali.

- Bom dia, o que deseja?

- Bom dia, eu quero encomendar estes livros.

- Pode deixar-me um número de contato?

- Sim claro, vou deixar o da minha mãe, ela quando os livros estiverem aqui vem e paga-os.

-  91 …. Em que nome fica?

- Pode ficar no meu, Margarida Rodrigues.

- Ok, pode deixar, mal estejam aqui todos telefonamos.

- Muito obrigada, continuação de um bom dia.

- Igualmente.

Saí da papelaria e liguei à minha mãe.

- Bom dia de novo filhota.

- Bom dia, já encomendei os livros, mal estejam todos na papelaria ligam para ti.

- Certo, já sabes a turma e os horários?

- Sim, fiquei no 12º A, na mesma turma que a Beatriz e o horário é excelente, três tarde livres e só dois dias com aulas o dia inteiro.

- És uma sortuda, a mãe tem de desligar, depois falamos.

- Até logo.

 Apanhei o autocarro e em dez minutos estava no centro comercial, comprei apenas o necessário: cadernos, canetas, lápis, micas, borracha, aguça, uma carteira para levar os livros e o que precisar, marcadores e lápis.
Paguei tudo e apanhei o autocarro para ir para casa, passado meia hora estava finalmente a entrar em casa, subi até ao meu quarto e arrumei as coisas.
 Olhei para a minha prancha que estava encostada à parede e sorri, à tanto tempo que não vou apanhar umas ondas, desde que comecei a namorar com o Afonso deixei completamente de fazer aquilo que gosto, surfar.
Vesti o bikini, calções e uma t-shirt e rumei para a praia, quando lá cheguei, vesti o meu fato, aqueci um pouco e olhei o mar, sorri e corri para ele, que saudades que eu tinha de surfar.